Cerco de Laquis e campanha de Senaqueribe contra Judá (701 a.C.): o Prisma assírio, a legenda do relevo de Nínive, 2 Reis 18–19 e Miqueias
701 a.C. (Livius, artigo sobre Nínive: o relevo mostra a captura de Laquis 'em 701'; Luckenbill: o Cilindro Rassam, que já traz a 3ª campanha, é datado em 700) · Mesopotâmia e Levante
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Na terceira campanha, diz o Prisma de Senaqueribe lido em tradução, o rei assírio tomou 46 cidades muradas de Ezequias de Judá, levou 200.150 pessoas e prendeu o rei em Jerusalém 'como um pássaro em gaiola'. O Prisma não nomeia Laquis; a cidade aparece na legenda de um relevo do palácio de Nínive ('o butim de Laquis passou diante dele'), em 2 Reis, onde Ezequias manda dizer 'pequei' ao rei em Laquis, e em Miqueias 1:13. O desfecho de Jerusalém e os tributos divergem entre o Prisma e a Bíblia.
O Prisma e a terceira campanha
Luckenbill explica que o Cilindro Rassam, datado no epônimo de Mutunu (700), já traz a terceira campanha e passou às edições posteriores dos Anais, como o Prisma Taylor (691) e o Prisma do Instituto Oriental (689) (§§232 e 283). O Prisma conta que Padi, rei de Ecrom, leal à Assíria, foi acorrentado por seus oficiais e entregue a Ezequias; que um exército egípcio e núbio foi batido em Alṭaqu (Elteqe); que Padi foi tirado de Jerusalém e recolocado no trono; e que as cidades cortadas de Judá foram dadas a reis de Asdode, Ecrom e Gaza (§240). Os nomes são os da tradução de 1927. (Luckenbill)
Laquis no relevo e nos textos bíblicos
A legenda de um relevo do palácio de Senaqueribe diz: 'Senaqueribe, rei do universo, rei da Assíria, sentou-se no trono enquanto o butim de Laquis passava diante dele' (§489). Livius registra que o palácio sudoeste, em Nínive, tinha um relevo da captura de Laquis em Judá, também conhecido da Bíblia. Reis diz que Ezequias mandou o recado a Laquis e que o Rabsaqué, mais tarde, encontrou o rei lutando contra Libna, pois soubera que ele deixara Laquis (2 Rs 18:14, 18:17, 19:8). Crônicas diz que Ezequias, com seus chefes, fechou as fontes fora da cidade, reforçou a muralha e pôs capitães sobre o povo (2 Cr 32:1–8). (Luckenbill; Livius.org (site de Jona Lendering). 'Nineveh (Mosul)'; livius.org/articles/place/nineveh-mosul/. Lidos em 02/11/2026; The Holy Bible 1611)
Dois relatos sobre Jerusalém
O Prisma não conta o fim do cerco, só o pagamento. Reis tem três momentos: o tributo (18:14–16), a missão do Rabsaqué (18:17–37) e a resposta do profeta Isaías, que promete que o rei não entrará na cidade nem lançará flecha; na mesma noite, diz o texto, o 'anjo do Senhor' feriu 185.000 homens no acampamento assírio, e Senaqueribe voltou a Nínive (19:20–36). Os números de tributo divergem (300 talentos de prata em Reis, 800 no Prisma), e a mortandade não aparece no Prisma. Nenhuma das fontes lidas explica a diferença. (Luckenbill; The Holy Bible 1611)
Fontes
- Luckenbill, Daniel David. Ancient Records of Assyria and Babylonia, vol. II: Historical Records of Assyria from Sargon to the End. Chicago: University of Chicago Press, 1927; texto digitalizado do Internet Archive (archive.org/details/ancient-records-of-assyria-and-babylonia-vol-2, arquivo ancient_records_assyria2_djvu.txt). Lidos em 02/11/2026, no texto bruto, o §§232–240 (Prisma, 3ª campanha), o §283 e a introdução do Cilindro Rassam, e a legenda do relevo (§489) O OCR tem erros de números e de linhas; os trechos citados foram lidos como saíram do OCR.
- The Holy Bible, King James Version (1611), edição digital do Project Gutenberg (ebook n. 10, gutenberg.org/ebooks/10). Lidos em 02/11/2026, no texto bruto, os trechos citados em cada seção (2 Reis 18:9–19:37; 2 Crônicas 32:1–8; Miqueias 1:1–16). O hebraico não foi lido.
- Livius.org (site de Jona Lendering). 'Nineveh (Mosul)'; livius.org/articles/place/nineveh-mosul/. Lidos em 02/11/2026, no texto bruto, a página inteira; só uma frase dela (sobre o relevo de Laquis, 701) é usada.
- Livius.org (site de Jona Lendering). 'Jerusalem'; página criada em 2012 e modificada em 12/10/2020, marcada pelo próprio site como 'stub'; livius.org/articles/place/jerusalem/. Lidos em 02/11/2026, no texto bruto, a página inteira; só uma linha da cronologia (cerco de Senaqueribe em 701) é usada.
Na mesma região
- Diários Astronômicos da Babilônia: observações do céu, preços e acontecimentos, de 652 a 61 a.C. 652/651 a.C. (tabuleta mais antiga) a 61/60 a.C. (a mais recente), segundo Livius; a prática de observar o céu é provavelmente anterior. O recorte do séc. III a.C. é só um trecho da série
- O dilúvio na Epopeia de Gilgamesh cópias do séc. VII a.C. na biblioteca de Assurbanípal, em Nínive (Jastrow 1898); composição anterior, a confirmar
- Eclipse solar de 15 de junho de 763 a.C. na lista de epônimos (limmu) assíria, no ano de Bur-Saggile, governador de Guzana: a anotação que ancora a cronologia assíria 15 de junho de 763 a.C. (mês Simanu do ano de epônimo 763/762), data juliana dada entre colchetes por Livius.org; ano astronômico −762
- Hadad-yith'i (Hadad-yis'i), governante de Guzan fim do séc. IX a.C. (segundo o Museu Nacional de Damasco); nascimento e morte não constam na fonte lida
- Cerco e queda de Jerusalém diante de Nabucodonosor II (598–587 a.C.): a Crônica Babilônica, Reis, Jeremias e Lamentações 598/597 a.C. (Kislimu do 7º ano de Nabucodonosor II, quando o exército parte) a c. 587 a.C. (queda e incêndio da cidade): conversão de ano de Livius sobre a Crônica ABC 5
- Sammu-ramat, rainha da Assíria c. 811 a.C. (morte do marido, Shamshi-Adad V, e subida do filho ao trono, segundo a National Geographic); nascimento e morte não constam nas fontes lidas