Atlas da História

Construção do Partenon (447–432 a.C.): as contas dos epistatas e o dinheiro do tributo

447/6 a 433/2 a.C. (anos de conta dos epistatas; o ano ateniense cobre dois anos do calendário atual) · Europa Mediterrânea

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Em 447/6 a.C. começaram em Atenas as obras do templo que hoje chamamos de Partenon e que os contemporâneos chamavam de Hekatompedon. Os supervisores (epistatas) prestaram contas a cada ano numa estela da Acrópole (IG I³ 436–451): corte e transporte do mármore do monte Pentélico, compra de madeira e marfim, salários e, a partir de 438/7, pagamento aos escultores dos frontões. O dinheiro vinha sobretudo do tesouro de Atena, engordado pela sexagésima parte do tributo dos aliados, e os editores da inscrição estimam o custo em pelo menos 500 talentos.

O que as contas registram

Segundo a edição AIO, as contas do Partenon (IG I³ 436–451) ocupam uma estela de 1,6 m de altura e 1,8 m de largura: os seis primeiros anos, de 447/6 a 442/1, na frente; os sete seguintes no verso; os anos 14 e 15 nas faces estreitas. Seguem o curso da obra, que começa em 447/6 com o corte e o transporte da pedra e a estrada das pedreiras do monte Pentélico, passa por compras de pinho, marfim e madeira e por pagamentos de colunas, portas, ouro e prata, e chega em 438/7 aos salários de escultores dos frontões. A conta de 434/3 mostra a estrutura já completa e pagamentos a trabalhadores de Pentele, aos escultores e salários mensais. A de 433/2, que parece a última, não preserva detalhe de despesa. (Lambert)

Projeto, ofícios e financiamento

Plutarco diz que Fídias foi o administrador-geral e supervisor das obras de Péricles, e que Calícrates e Ictino foram os arquitetos do Partenon, cuja cela media cem pés. Ele enumera os ofícios mobilizados: carpinteiros, fundidores, ferreiros de bronze, canteiros, tintureiros, trabalhadores de ouro e marfim, pintores, bordadores, além de transportadores, marinheiros, carroceiros, cordoeiros, tecelões, curtidores, construtores de estrada e mineiros, cada ofício com sua multidão de trabalhadores sem qualificação. A edição AIO lembra que a verba vinha de várias fontes: contribuições de particulares, os helenotâmias (que recolhiam o tributo) e sobras de fundos para muralhas e trirremes, mas a maior parte saía do tesouro de Atena. (Plutarch. Pericles; Lambert)

Fontes

  1. Lambert, Stephen; Osborne, Robin (trad.). "Building accounts of Parthenon, 434/3 BC" (IG I³ 449). Attic Inscriptions Online, AIO_1034, publicado em 20 jan. 2016, atualizado em 23 jul. 2017. https://www.atticinscriptions.com/inscription/IGI3/449 . Lido em texto bruto em 30/10/2026; as notas [1] a [6] da página não trazem autoria própria. Acessar
  2. Plutarch. Pericles, caps. 12–13. In: Plutarch's Lives, vol. 3, trad. Bernadotte Perrin. Cambridge, MA: Harvard University Press; Londres: William Heinemann, 1916 (Loeb Classical Library). Texto do Perseus Digital Library, arquivo tlg0007.tlg012.perseus-eng2.xml do repositório PerseusDL/canonical-greekLit no GitHub (https://github.com/PerseusDL/canonical-greekLit). Lido em texto bruto em 30/10/2026. Acessar

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