Cornélia, mãe dos Gracos: a viúva que educou os filhos, a estátua de bronze e a casa aberta a gregos e sábios
c. 190 – c. 110 a.C. (Wikidata; as Vidas de Plutarco não dão datas de nascimento nem de morte) · Europa Mediterrânea
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Cornélia, filha de Cipião, o vencedor de Aníbal, ficou viúva de Tibério Graco, de quem teve doze filhos, e segundo Plutarco assumiu sozinha a casa e a educação deles, entre os quais Tibério e Caio. Plutarco conta que recusou a oferta de casamento do rei Ptolomeu e que o povo lhe ergueu uma estátua de bronze com a inscrição "Cornélia, mãe dos Gracos". Depois da morte dos dois filhos, ainda segundo ele, viveu perto de Miseno, recebendo gregos e sábios.
Viúva com doze filhos
Plutarco conta que Tibério Graco, o pai, que fora censor, duas vezes cônsul e duas vezes triunfara, foi julgado digno de casar com Cornélia, filha de Cipião, o que derrotou Aníbal, embora não houvesse amizade entre os dois homens. Segundo uma história que Plutarco registra, ele encontrou duas serpentes no quarto e, avisado pelos adivinhos, matou a macho para que a esposa vivesse, e morreu pouco depois, deixando doze filhos que teve com ela. Cornélia, diz Plutarco, assumiu o cuidado da casa e a educação dos filhos, recusou a mão do rei Ptolomeu, perdeu todos, exceto uma filha, casada com Cipião, o jovem, e os dois filhos Tibério e Caio. (Plutarco. "Tiberius Gracchus". Em Plutarch: Lives of the Noble Grecians and Romans)
A mãe dos Gracos e a política dos filhos
Segundo Plutarco, Caio cedeu a pedido da mãe na lei contra Otávio, o tribuno destituído por iniciativa de Tibério, o que foi muito agradável ao povo, que venerava Cornélia "tanto por seu pai quanto pelos filhos" e depois lhe ergueu uma estátua de bronze com a inscrição "Cornélia, mãe dos Gracos". O mesmo biógrafo diz que Caio usava o nome da mãe em ataques aos adversários, com "pouco respeito a si mesmo". Em outro passo, diz que, segundo cartas dela, Cornélia teria ajudado a trazer estrangeiros a Roma disfarçados de ceifeiros, o que outros negam. (Plutarco. "Caius Gracchus". Em Plutarch: Lives of the Noble Grecians and Romans)
A casa de Miseno
Depois da morte dos filhos, Plutarco diz que Cornélia, a respeito dos lugares onde os filhos foram mortos, afirmou que os corpos deles mereciam tais sepulcros; mudou-se para perto de Miseno e não alterou seu modo de viver. Tinha muitos amigos e recebia hóspedes; "muitos gregos e homens de letras" estavam sempre à sua volta, e nenhum príncipe estrangeiro deixava de lhe mandar presentes e de receber os dela. Os visitantes gostavam de ouvi-la contar lembranças do pai, Cipião Africano, e de seu modo de vida; mais admirável ainda era ouvi-la falar dos filhos sem lágrimas, o que alguns tomaram por insensibilidade e Plutarco defende como força de caráter. (Plutarco. "Caius Gracchus". Em Plutarch: Lives of the Noble Grecians and Romans)
Fontes
- Plutarco. "Tiberius Gracchus". Em Plutarch: Lives of the Noble Grecians and Romans, ed. Arthur Hugh Clough (tradução inglesa antiga, sem indicação de tradutor no arquivo consultado). Project Gutenberg eBook nº 674, 1996, atualizado em 2024, consultado em 29/10/2026. https://www.gutenberg.org/cache/epub/674/pg674.txt Acessar
- Plutarco. "Caius Gracchus". Em Plutarch: Lives of the Noble Grecians and Romans, ed. Arthur Hugh Clough (tradução inglesa antiga, sem indicação de tradutor no arquivo consultado). Project Gutenberg eBook nº 674, 1996, atualizado em 2024, consultado em 29/10/2026. https://www.gutenberg.org/cache/epub/674/pg674.txt Acessar
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