Atlas da História

Terêncio: o comediógrafo nascido em Cartago, trazido a Roma como escravizado, segundo a tradição, e suas seis peças

c. 185 – c. 159 a.C. (Wikidata); primeira peça encenada em 166 a.C. (Britannica de 1911) · Europa Mediterrânea

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Terêncio (Públio Terêncio Afro) escreveu seis comédias em latim, a primeira encenada em 166 a.C., adaptadas de Menandro e de Apolodoro. Segundo a Britannica de 1911, teria nascido em Cartago e sido levado a Roma como escravizado, educado na casa do senador Terêncio Lucano, que o libertou. Nos prólogos em latim, falados em cena em nome do poeta, as peças respondem a um rival que o acusava de misturar originais gregos, e o da Hecyra conta que a plateia abandonou a peça atraída por pugilistas, um equilibrista e um boato de gladiadores.

De Cartago a Roma, segundo a tradição

A Britannica de 1911 diz que Terêncio "é dito" ter nascido em Cartago e sido levado a Roma como escravizado. Teria sido educado como um homem livre na casa do senador Terêncio Lucano, que logo o libertou, e daí ele tomou o nome Públio Terêncio Afro; o verbete deduz do cognome que ele não era "fenício de sangue". Frequentou jovens de grandes famílias, como Cipião, Lélio e Fúrio Filo, e o verbete supõe que no círculo de Cipião conheceu o historiador Políbio, trazido à Itália em 167. Em um dos prólogos, o autor declara querer agradar aos "boni", os bem-nascidos, sem ofender a maioria. (Sellar)

Seis peças em seis anos

Segundo o verbete, a primeira peça de Terêncio foi a Andria, apresentada em 166 a.C.; a Hecyra estreou em 165, foi retirada por má recepção e reapresentada em 160; a Heauton Timorumenos é de 163, o Eunuchus e o Phormio de 161 e os Adelphoe de 160, nos jogos fúnebres de L. Emílio Paulo. O Phormio e provavelmente a Hecyra vêm de Apolodoro, as demais de Menandro. As didascálias do texto latino da Heauton Timorumenos registram que foi encenada com flautas desiguais e depois com duas flautas direitas, e que é "toda grega, de Menandro". (Sellar; Terêncio. Andria)

A plateia que foi embora

O segundo prólogo da Hecyra, em latim, conta as encenações fracassadas. O orador que o diz fala de si na primeira pessoa e do autor da peça na terceira, de modo que não é o poeta. Na primeira vez, relata, a fama dos pugilistas, a expectativa pelo equilibrista, a aglomeração e o clamor das mulheres o fizeram sair antes da hora. Na segunda, o primeiro ato agradou até correr o boato de que haveria gladiadores: o povo acorreu, houve tumulto e briga por lugar. Agora pede silêncio e diz que nunca pôs preço avaro em sua arte. A leitura é do texto latino, sem tradução de apoio. (Terêncio. Andria)

Fontes

  1. Sellar, William Young; Harrison, Ernest Harrison. "Terence". Em Encyclopædia Britannica, 11ª ed., vol. 26. Cambridge: Cambridge University Press, 1911, pelo texto da Wikisource consultado em 29/10/2026. https://en.wikisource.org/wiki/1911_Encyclop%C3%A6dia_Britannica/Terence Acessar
  2. Terêncio. Andria, Hecyra e Heauton Timorumenos (texto latino com didascálias, prólogos e perioquias). The Latin Library, consultado em 29/10/2026. https://www.thelatinlibrary.com/ter.html (peças em ter.andria.html, ter.hecyra.html e ter.heauton.html); a página não indica a edição reproduzida. Acessar

Na mesma região