Atlas da História

Batalha de Pidna (168 a.C.) e a partilha da Macedônia em quatro cantões, segundo Lívio e Políbio

22 de junho de 168 a.C. (Wikidata P585); Políbio, nas notas de Shuckburgh, situa a batalha por volta do meio do verão; a partilha da Macedônia em cantões foi anunciada em Anfípolis logo depois, em data que as fontes lidas não dão · Europa Mediterrânea

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Em 22 de junho de 168 a.C., perto de Pidna, o cônsul Lúcio Emílio Paulo derrotou o rei Perseu da Macedônia, e a nota de Shuckburgh a Políbio vê aí o fim do reino macedônico. Lívio diz que a falange se desfez quando os romanos a atacaram por vários pontos e dá cerca de 20.000 macedônios mortos e menos de cem romanos. Em Anfípolis, Emílio Paulo anunciou que os macedônios seriam livres, pagariam a Roma metade do tributo antes devido ao rei e viveriam divididos em quatro cantões, sem casar nem ter terras de um cantão no outro.

Leia sobre isto

A batalha segundo Lívio

Segundo Lívio, a legião preencheu o intervalo entre os "caetrati" e as divisões da falange. Os elefantes dos macedônios, usados à direita romana, foram inúteis. Lívio explica que a falange era irresistível enquanto compacta, com as lanças em riste, mas que, atacada por vários pontos e obrigada a virar as lanças longas e pesadas, se desfazia como uma casa que desaba. A infantaria foi trucidada em campo aberto, e só se salvaram os que largaram as armas. A cavalaria, com o rei à frente, deixou o campo quase sem perdas. Entre os que corriam para o mar, alguns que se aproximaram dos barcos romanos foram mortos, e outros foram pisoteados pelos elefantes ao voltar a terra. (Tito Lívio. História de Roma (Ab urbe condita). Tradução inglesa de Rev. Canon Roberts. Londres e Nova York: J. M. Dent and Sons e E. P. Dutton and Co.)

O eclipse e a coragem de Perseu segundo Políbio

Os fragmentos de Políbio sobre Pidna contam que um eclipse da Lua fez correr o boato, acreditado por muitos, de que anunciava o eclipse do rei. A notícia animou os romanos e deprimiu os macedônios; a nota do tradutor lembra que o eclipse fora previsto por Caio Sulpício Galo, conhecido por seus saberes de literatura grega e de astronomia. Políbio diz ainda que Emílio Paulo, que nunca tinha visto uma falange até vê-la no exército de Perseu, contou depois a amigos em Roma que nada vira de mais terrível, embora tivesse sido espectador e ator em muitas batalhas. Quando chegou a hora decisiva, diz Políbio, Perseu perdeu a coragem como um atleta mal treinado e galopou para a cidade. (Políbio. As Histórias (The Histories). Tradução inglesa de Evelyn S. Shuckburgh. Londres e Nova York: Macmillan)

Os quatro cantões de Anfípolis

Segundo Lívio, Emílio Paulo convocou a Anfípolis conselhos de dez homens de cada cidade, com arquivos e o dinheiro do tesouro régio, e anunciou, em latim, com Cneu Otávio traduzindo para o grego, as decisões do Senado e dos dez comissários. Os macedônios seriam livres, manteriam cidades e campos, leis e costumes e elegeriam magistrados anuais, pagando a Roma metade do tributo ao rei. A Macedônia foi dividida em quatro cantões, com capitais em Anfípolis, Tessalônica, Pela e Pelagônia. Foram proibidos o casamento e a posse de terras ou casas entre cantões; as minas de ouro e prata, fechadas, e as de ferro e cobre, permitidas com metade do tributo antes devido ao rei; vetaram-se o sal importado e o corte de madeira para navios. Aos cantões de fronteira com os bárbaros foi permitido manter forças armadas. (Tito Lívio. História de Roma (Ab urbe condita). Tradução inglesa de Rev. Canon Roberts. Londres e Nova York: J. M. Dent and Sons e E. P. Dutton and Co.)

O destino dos que serviram ao rei

Lívio diz que, na sessão seguinte, foram lidos os nomes dos principais macedônios, amigos e cortesãos do rei, generais, comandantes de navios e de guarnições, que deviam partir para a Itália com os filhos maiores de quinze anos; qualquer um que tivesse servido ao rei, até como enviado, devia deixar a Macedônia, sob ameaça de morte. À primeira vista a medida parecia cruel, escreve ele, mas logo se viu, segundo Lívio, que protegia a liberdade dos macedônios, pois eram gente acostumada a servir ao rei e a mandar com arrogância nos outros. Lívio acrescenta que as leis dadas por Emílio Paulo foram feitas com tanto cuidado que não se achou necessário emendá-las nem depois de longa experiência. Emílio Paulo também ofereceu jogos suntuosos aos enviados de cidades e reis. (Tito Lívio. História de Roma (Ab urbe condita). Tradução inglesa de Rev. Canon Roberts. Londres e Nova York: J. M. Dent and Sons e E. P. Dutton and Co.)

Fontes

  1. Tito Lívio. História de Roma (Ab urbe condita). Tradução inglesa de Rev. Canon Roberts. Londres e Nova York: J. M. Dent and Sons e E. P. Dutton and Co., 1912, pela edição digital do Perseus Project. Lidos em texto bruto os livros 39 (cap. 8 a 19), 44 (cap. 41 e 42) e 45 (cap. 18, 29, 30 e 32). O texto em latim não foi lido. https://raw.githubusercontent.com/PerseusDL/canonical-latinLit/master/data/phi0914/phi001/phi0914.phi001.perseus-eng3.xml (baixado e lido em 29/10/2026). Acessar
  2. Políbio. As Histórias (The Histories). Tradução inglesa de Evelyn S. Shuckburgh. Londres e Nova York: Macmillan, 1889 (reimpressão Bloomington, 1962), pela edição digital do Perseus Project (Universidade Tufts). Lidos em texto bruto os trechos dos livros 1 (cap. 1 e 2), 3 (cap. 4), 6, 29 (cap. 16 e 17) e 39 (cap. 8 a 19); as notas de margem e de rodapé com meses e anos são do tradutor. https://raw.githubusercontent.com/PerseusDL/canonical-greekLit/master/data/tlg0543/tlg001/tlg0543.tlg001.perseus-eng2.xml (baixado e lido em 29/10/2026). Acessar

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