Hiparco de Niceia: a estrela nova, a precessão dos equinócios e o catálogo de estrelas feitos em Rodes
c. 190 – c. 120 a.C. (Wikidata); atividade documentada de 146 a 126 a.C. (Britannica de 1911), com observações em Rodes · Europa Mediterrânea
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Hiparco, nascido em Niceia, na Bitínia, observou o céu em Rodes de ao menos 146 a cerca de 126 a.C. Segundo o verbete da Britannica de 1911, reconheceu em 130 a.C. a precessão dos equinócios, compôs um catálogo de 1.080 estrelas e fundou a trigonometria, com a primeira tabela de cordas. Plínio, o Velho, conta que ele registrou o surgimento de uma estrela nova e passou a duvidar de que as estrelas tidas por fixas não se movessem.
A estrela nova e a dúvida sobre as fixas
Plínio, o Velho, escreve que Hiparco descobriu uma estrela nova surgida em sua época e que, ao observar o movimento dela no dia em que brilhou, passou a duvidar se não acontece com frequência de se moverem as estrelas que tomamos por fixas. Para verificar isso, segundo Plínio, ele projetou instrumentos com os quais marcaria posição e grandeza de cada estrela, o que permitiria saber se elas nasciam, desapareciam, mudavam de lugar ou variavam de brilho, deixando o céu "como herança" a quem fosse capaz de completar o plano. A Britannica de 1911 data o surgimento da estrela nova em 134 a.C. e liga a ele a preparação do catálogo. (Plínio; Clerke)
Precessão, trigonometria e coordenadas
Segundo o verbete de 1911, a "capital descoberta" da precessão dos equinócios foi feita por Hiparco em 130 a.C. O mesmo texto diz que ele fundou a trigonometria e compilou a primeira tabela de cordas, e que a geografia científica nasceu de sua invenção do método de fixar posições terrestres por círculos de latitude e longitude. São afirmações de um verbete de enciclopédia, sem a passagem antiga que as sustentaria; o registro as transmite com essa ressalva. (Clerke)
O que se perdeu
A Britannica de 1911 observa que nenhuma das muitas obras de Hiparco sobreviveu, exceto o Comentário aos Fenômenos de Arato e Eudoxo, impresso em Florença em 1567 e editado por Carolus Manitius em Leipzig em 1894. O catálogo de estrelas, portanto, só é conhecido pela incorporação, "substancialmente", ao Almagesto de Ptolomeu. O verbete acrescenta que a base do saber astronômico dele veio da Caldeia, afirmação que o registro atribui à autora e que deve ser conferida em estudos mais recentes. (Clerke)
Fontes
- Clerke, Agnes Mary. "Hipparchus". Em Encyclopædia Britannica, 11ª ed., vol. 13. Cambridge: Cambridge University Press, 1911, pelo texto da Wikisource consultado em 29/10/2026. https://en.wikisource.org/wiki/1911_Encyclop%C3%A6dia_Britannica/Hipparchus Acessar
- Plínio, o Velho. The Natural History, livro II, cap. 24 (26), "The doctrine of Hipparchus about the stars". Trad. John Bostock e H. T. Riley. Londres: Taylor and Francis, 1855. Perseus Digital Library (Tufts University), consultado em 29/10/2026. https://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Perseus%3Atext%3A1999.02.0137%3Abook%3D2%3Achapter%3D24 Acessar
Na mesma região
- Cornélia, mãe dos Gracos: a viúva que educou os filhos, a estátua de bronze e a casa aberta a gregos e sábios c. 190 – c. 110 a.C. (Wikidata; as Vidas de Plutarco não dão datas de nascimento nem de morte)
- Senatus consultum de Bacchanalibus (186 a.C.): o decreto contra as bacanais, lido pela inscrição de Tiriolo e por Lívio 7 de outubro de 186 a.C. (nonas de outubro, data da consulta ao Senado na inscrição; o ano 186 vem do NovaRoma e da descrição do Wikidata)
- Terêncio: o comediógrafo nascido em Cartago, trazido a Roma como escravizado, segundo a tradição, e suas seis peças c. 185 – c. 159 a.C. (Wikidata); primeira peça encenada em 166 a.C. (Britannica de 1911)
- Políbio de Megalópolis: o refém aqueu em Roma que escreveu como os romanos conquistaram o Mediterrâneo c. 204 – c. 122 a.C. (cabeçalho da Britannica de 1911; o nascimento é discutido entre 214 e 204)
- Batalha de Pidna (168 a.C.) e a partilha da Macedônia em quatro cantões, segundo Lívio e Políbio 22 de junho de 168 a.C. (Wikidata P585); Políbio, nas notas de Shuckburgh, situa a batalha por volta do meio do verão; a partilha da Macedônia em cantões foi anunciada em Anfípolis logo depois, em data que as fontes lidas não dão
- De agri cultura, de Catão: a prensa de azeite, a alvenaria de cal e areia e a gestão da propriedade rural c. 160 a.C. (Wikidata, data de publicação com precisão de década; o texto lido não se data)