Políbio de Megalópolis: o refém aqueu em Roma que escreveu como os romanos conquistaram o Mediterrâneo
c. 204 – c. 122 a.C. (cabeçalho da Britannica de 1911; o nascimento é discutido entre 214 e 204) · Europa Mediterrânea
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Políbio, de Megalópolis, na Arcádia, filho de um dirigente da Liga Aqueia, foi levado a Roma depois da derrota do rei Perseu da Macedônia e ali viveu na casa de Emílio Paulo, onde se tornou amigo de Cipião Emiliano. Acompanhou Cipião no cerco de Cartago, em 147 a.C., e voltou à Grécia em 146 para encontrar a Acaia sob domínio romano, onde diz a Britannica que usou sua influência para atenuar as consequências da derrota. Escreveu uma história em quarenta livros, dos quais só os cinco primeiros chegaram completos, para explicar como os romanos submeteram o mundo conhecido em menos de 53 anos.
De Megalópolis ao exílio em Roma
A Britannica de 1911 situa Políbio em Megalópolis, a mais jovem das cidades gregas, membro firme da Liga Aqueia, e filho de Licortas, amigo de Filopêmen e seu sucessor na liderança da Liga em 182 a.C. Em 171 começou a guerra entre Roma e o rei Perseu da Macedônia; Políbio defendeu uma aliança aberta com Roma e comandou a cavalaria aqueia, mas o cônsul recusou a ajuda. Vencida a Macedônia, ele foi detido com mil aqueus de destaque; enquanto os companheiros foram dispersos em cidades italianas, obteve permissão para morar em Roma, graças à influência de Emílio Paulo e dos filhos dele. ("Polybius". Em Encyclopædia Britannica)
Cartago e o pós-guerra na Acaia
Segundo o verbete, em 149 Políbio partiu para acompanhar o cônsul Manílio contra Cartago, mas interrompeu a viagem ao saber que os cartagineses cediam; em 147, quando Cipião assumiu o comando na África, juntou-se a ele e assistiu ao cerco e à destruição da cidade. Voltou em 146 e encontrou Corinto em ruínas e a Liga Aqueia desfeita. O verbete diz que ele gastou toda a influência que tinha para proteger os compatriotas dos piores efeitos e que, a seu pedido, as estátuas de Arato e Filopêmen foram preservadas, e acrescenta que os aqueus lhe agradeceram. ("Polybius". Em Encyclopædia Britannica)
A história em quarenta livros
Dos quarenta livros da obra de Políbio, só os cinco primeiros chegaram completos; dos demais restam fragmentos mais ou menos extensos, informa a Britannica de 1911. O núcleo, dos livros III a XXX, trata dos 53 anos entre 220 e 168 a.C., do início da guerra contra Aníbal à derrota de Perseu em Pidna; os livros I e II são um esboço prévio e os dez últimos cobrem de 168 a 146. O verbete destaca como capítulos de grande valor a descrição da constituição romana (livro VI), da Gália Cisalpina (livro II) e da formação da Liga Aqueia. ("Polybius". Em Encyclopædia Britannica)
Fontes
- "Polybius". Em Encyclopædia Britannica, 11ª ed., vol. 22. Cambridge: Cambridge University Press, 1911 (verbete assinado "H. F. P.", identificação de autor a conferir), pelo texto da Wikisource consultado em 29/10/2026. https://en.wikisource.org/wiki/1911_Encyclop%C3%A6dia_Britannica/Polybius Acessar
Na mesma região
- Cornélia, mãe dos Gracos: a viúva que educou os filhos, a estátua de bronze e a casa aberta a gregos e sábios c. 190 – c. 110 a.C. (Wikidata; as Vidas de Plutarco não dão datas de nascimento nem de morte)
- Hiparco de Niceia: a estrela nova, a precessão dos equinócios e o catálogo de estrelas feitos em Rodes c. 190 – c. 120 a.C. (Wikidata); atividade documentada de 146 a 126 a.C. (Britannica de 1911), com observações em Rodes
- Senatus consultum de Bacchanalibus (186 a.C.): o decreto contra as bacanais, lido pela inscrição de Tiriolo e por Lívio 7 de outubro de 186 a.C. (nonas de outubro, data da consulta ao Senado na inscrição; o ano 186 vem do NovaRoma e da descrição do Wikidata)
- Terêncio: o comediógrafo nascido em Cartago, trazido a Roma como escravizado, segundo a tradição, e suas seis peças c. 185 – c. 159 a.C. (Wikidata); primeira peça encenada em 166 a.C. (Britannica de 1911)
- Batalha de Pidna (168 a.C.) e a partilha da Macedônia em quatro cantões, segundo Lívio e Políbio 22 de junho de 168 a.C. (Wikidata P585); Políbio, nas notas de Shuckburgh, situa a batalha por volta do meio do verão; a partilha da Macedônia em cantões foi anunciada em Anfípolis logo depois, em data que as fontes lidas não dão
- De agri cultura, de Catão: a prensa de azeite, a alvenaria de cal e areia e a gestão da propriedade rural c. 160 a.C. (Wikidata, data de publicação com precisão de década; o texto lido não se data)