Atlas da História

Império de Palmira (Zenóbia)

270–273 (Wikidata); governo de Zenóbia 268–272 (Andrade 2018) · Mesopotâmia e Levante

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Estado centrado em Palmira que controlou território no leste do Império Romano. Foi governado por Zenóbia, também chamada Bathzabbai, que primeiro reconheceu a suserania romana e depois tomou títulos imperiais para si e para o filho Vaballathus, até a submissão de Palmira a Aureliano em 272. Andrade (2018) usa sua trajetória para discutir mulheres e gênero em Palmira.

Um oásis caravaneiro

A UNESCO descreve Palmira como um oásis a nordeste de Damasco, já citado nos arquivos de Mari no 2º milênio a.C. Sob controle romano desde meados do séc. I d.C., na província da Síria, a cidade se tornou uma parada de caravanas na rota que ligava a Pérsia, a Índia e a China ao mundo romano. Entre seus monumentos estão uma rua colunada de 1.100 m, o templo de Bel, o teatro e a ágora; a arte funerária combina formas greco-romanas, tradições locais e influências persas. O conjunto inclui ainda o chamado Acampamento de Diocleciano, um aqueduto e as necrópoles do Vale dos Túmulos. Segundo a UNESCO, as descrições de viajantes dos séc. XVII e XVIII ajudaram a inspirar o revivalismo clássico na arquitetura. (UNESCO, lista nº 23)

O que se sabe de Zenóbia

Steyn (2018) examina as fontes sobre a rainha. A Historia Augusta não é confiável, e Zósimo e Zonaras se contradizem. Há também menções em tradições árabes, judaicas e maniqueístas. A evidência contemporânea é pequena: inscrições, papiros e moedas. Uma coluna perto do tetrápilo traz uma inscrição em homenagem a Zenóbia, ao lado da de Odenato, mas nenhuma estátua dela foi identificada com segurança. Steyn chama a atenção para a hostilidade das fontes romanas a mulheres poderosas. (Steyn 2018)

Triunfo, destino e memória

Segundo a Historia Augusta, Zenóbia foi exibida no triunfo de Aureliano em 274; os relatos sobre seu destino divergem entre uma vida em Tivoli e a morte. Na tradição árabe, ela aparece como al-Zabba, e sua figura foi retomada pelo nacionalismo sírio e pela literatura europeia, como mostra Steyn. Sartre (2019), em resenha da biografia de Andrade (2018), critica o caráter especulativo de parte da reconstrução. (Steyn 2018; Sartre 2019)

Fontes

  1. Andrade, N. J. (2018). Zenobia: Shooting Star of Palmyra. Oxford University Press. DOI 10.1093/oso/9780190638818.001.0001; ISBN 9780190638818. Acessar
  2. Southern, P. (2008). Empress Zenobia: Palmyra's Rebel Queen. Hambledon Continuum. DOI 10.5040/9781350651395; ISBN 9781847250346. Acessar
  3. UNESCO World Heritage Centre, "Site of Palmyra", lista nº 23. https://whc.unesco.org/en/list/23/ (dados abertos data.unesco.org, consultados em 07/10/2026) Acessar
  4. Steyn, M. (2018). "Zenobia of Palmyra: Reality or Legend?". Journal for Semitics 26(2): 717–744. DOI 10.25159/1013-8471/2442. Acessar
  5. Sartre, M. (2019). "Nathanael J. Andrade, Zenobia. Shooting star of Palmyra". Syria. DOI 10.4000/syria.8879. Acessar

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