Lívia Drusila, esposa de Augusto e mãe de Tibério, depois chamada Júlia Augusta, 58 a.C.–29 d.C.
nasceu em 30 de janeiro de 58 a.C. (a Enciclopedia on line dá 58/57); morreu em 29 d.C., muito idosa · Europa Mediterrânea
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
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Segundo a Enciclopédia Italiana (1934), Lívia Drusila nasceu em 30 de janeiro de 58 a.C., descendia da gens Cláudia e aos cerca de 15 anos foi casada com Tibério Cláudio Nero, de quem teve Tibério e, depois do novo casamento, Druso. Otaviano a desposou em 39 a.C., e ela foi companheira e conselheira de Augusto, com papel na sucessão, que favoreceu o filho Tibério. Adotada no testamento de Augusto pela gens Júlia e chamada Augusta, morreu em 29 d.C. O verbete avisa que a tradição histórica sobre ela é geralmente hostil.
Origem e primeiro casamento
A Enciclopédia Italiana (1934) diz que Lívia descendia da gens Cláudia e que o pai dela entrara por adoção na família dos Lívios Drusos. Nasceu em 30 de janeiro de 58 a.C. e, aos cerca de 15 anos, foi casada com um parente, Tibério Cláudio, homem já idoso (o texto lido traz "Verone", provável erro de leitura por Nero). Na época do assassinato de César, o pai e o marido apoiavam os cesaricidas, e na época da batalha de Filipos nasceu Tibério. Depois o marido, nomeado pretor, ficou do lado de Antônio contra Otaviano e participou da guerra de Perúsia. (Levi e Lenchantin de Gubernatis 1934)
Fuga e novo casamento
Segundo a Enciclopédia Italiana, depois da queda de Perúsia (40 a.C.) Tibério Cláudio Nero fugiu, seguido pela família, e só depois da paz de Brindisi pôde voltar à Itália e viver na vida privada. Pouco depois (39 a.C.), Otaviano apaixonou-se por Lívia, com tal paixão que não quis esperar o filho que ela trazia no ventre. Obteve autorização do colégio dos pontífices para casar de imediato e o divórcio do primeiro marido. Três meses depois nasceu Druso. O verbete on-line da Treccani acrescenta que a família fugiu primeiro a Sexto Pompeu, na Sicília, e depois à Grécia, junto de Antônio, voltando a Roma em 39, e dá o casamento em 38. (Levi e Lenchantin de Gubernatis 1934; "Lìvia Drusilla". Enciclopedia on line. Roma: Istituto della Enciclopedia Italiana Treccani. https://www.treccani.it/enciclopedia/livia-drusilla/ (baixado em 30/10/2026; verbete sem autor identificado no texto lido).)
Imagem e retratos
A Enciclopédia Italiana diz que os retratos mostram uma mulher mais severa, de beleza majestosa e aristocrática, do que graciosa. Para Augusto, segundo o verbete, foi companheira fiel, afetuosa ao cuidar dele nas doenças e ao acompanhá-lo nas viagens. O verbete on-line da Treccani lembra que o rosto dela aparece nos dupôndios de Tibério, no relevo de Ravena ao lado de Augusto, no altar dos Lares (Uffizi), no camafeu de Viena e no grande camafeu da França, e que se conservam muitas cabeças de mármore. (Levi e Lenchantin de Gubernatis 1934; "Lìvia Drusilla". Enciclopedia on line. Roma: Istituto della Enciclopedia Italiana Treccani. https://www.treccani.it/enciclopedia/livia-drusilla/ (baixado em 30/10/2026; verbete sem autor identificado no texto lido).)
Depois de Augusto
Depois da morte de Augusto, diz a Enciclopédia, Lívia foi adotada no testamento pela gens Júlia e chamada Augusta, e morreu muito idosa em 29 d.C. O mesmo verbete reproduz o resumo de um poema, a Consolatio ad Liviam, de 237 dísticos, que consola Lívia pela morte do filho Nero Cláudio Druso, vitorioso contra os germanos e morto em 9 a.C. numa queda de cavalo. O poema corria sob o nome de Ovídio nos manuscritos antigos, mas os críticos negam a autoria. O verbete on-line da Treccani escreve 14 a.C. para a morte de Augusto, evidente erro de grafia por 14 d.C. (Levi e Lenchantin de Gubernatis 1934; "Lìvia Drusilla". Enciclopedia on line. Roma: Istituto della Enciclopedia Italiana Treccani. https://www.treccani.it/enciclopedia/livia-drusilla/ (baixado em 30/10/2026; verbete sem autor identificado no texto lido).)
Fontes
- Levi, Mario Attilio; Lenchantin de Gubernatis, Massimo (1934). "Livia Drusilla". Enciclopedia Italiana. Roma: Istituto della Enciclopedia Italiana. https://www.treccani.it/enciclopedia/livia-drusilla_(Enciclopedia-Italiana)/ (baixado em 30/10/2026). Acessar
- "Lìvia Drusilla". Enciclopedia on line. Roma: Istituto della Enciclopedia Italiana Treccani. https://www.treccani.it/enciclopedia/livia-drusilla/ (baixado em 30/10/2026; verbete sem autor identificado no texto lido). Acessar
Na mesma região
- Notas tironianas (notae): a taquigrafia latina atribuída a Tirão, liberto de Cícero, e o discurso de Catão anotado no Senado (63 a.C.) 5 de dezembro de 63 a.C., primeiro uso datado nas fontes lidas (o discurso de Catão contra Catilina foi taquigrafado); a invenção do sistema por Tirão não tem data no verbete
- Calendário juliano: a reforma de Júlio César, com ano de 365 dias e um dia intercalar a cada quatro anos (46 a.C.) promulgado em 46 a.C. (708 de Roma), no terceiro consulado de César, segundo a Enciclopédia Italiana (1930)
- Revolta de Espártaco (73–71 a.C.): escravizados e gladiadores contra Roma e os 6.000 crucificados 73 a 71 a.C. (datas do Wikidata; Apiano diz que a guerra durava três anos quando Crasso assumiu)
- Augusto "devolve o Estado" ao Senado e ao povo (28–27 a.C.): as Res Gestae e Tácito 28 a 27 a.C. (sexto e sétimo consulados de Augusto, segundo as Res Gestae 34, na glosa do tradutor)
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- Lucrécio (Tito Lucrécio Caro), poeta latino do De rerum natura, sobre a física atomista de Epicuro, c. 95–55 a.C. nasceu em meados dos anos 90 a.C. e morreu em meados dos anos 50 a.C. (as fontes antigas divergem: nascimento entre 99 e 95 ou em 94 a.C.; morte entre 55 e 51 a.C.)