Muralhas Aurelianas de Roma: concreto revestido de tijolo, torres a cada cem pés e edifícios reaproveitados
iniciada c. 271 (Wikidata), depois da guerra contra os marcomanos e antes da campanha contra Zenóbia (272), segundo Platner e Ashby; concluída por Probo, segundo Zósimo citado por eles · Europa Mediterrânea
Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.
Abrir no mapa e na linha do tempo
Aureliano mandou cercar Roma com uma muralha depois da guerra contra os marcomanos, e Probo a concluiu, segundo as fontes antigas citadas por Platner e Ashby. Feita de concreto revestido de tijolo, com cerca de 12 pés de espessura e torres a cada 100 pés, aproveitou edifícios já existentes em cerca de um sexto do percurso. Grande parte do circuito ainda está de pé.
Quem começou e quem terminou
Segundo Platner e Ashby (1929), as muralhas foram começadas por Aureliano depois da guerra contra os marcomanos e antes da guerra contra Zenóbia, em 272, e concluídas por Probo; eles citam como fontes a História Augusta, Aurélio Vítor, Eutrópio, Orósio, Jerônimo e Zósimo. Os autores indicam que o assunto seria tratado por Richmond em obra então em preparação. Quatro portas principais, entre elas a Appia e a Flaminia, de onde saíam as grandes estradas para o sul e o norte, tinham arcos duplos, enquanto as outras tinham arco simples. (Platner)
O traçado e os edifícios aproveitados
O traçado seguiu o limite da alfândega da época de Cômodo, marcado por cipos. Edifícios existentes foram incorporados à muralha em cerca de um sexto do comprimento total, entre eles os muros de arrimo dos horti Aciliorum e dos horti Sallustiani, os castra Praetoria, arcos dos aquedutos entre a Porta Tiburtina e a Porta Maior e o Amphitheatrum Castrense. O material usado foi em grande parte tijolo velho. Fora a margem do rio, onde trechos sumiram, o traçado de Aureliano ficou praticamente inalterado, com poucas aberturas feitas para o trânsito. (Platner)
Técnica de construção
A obra é de concreto revestido de tijolo, com cerca de 12 pés de espessura e altura variável, e o nível do solo interno costuma ser bem mais alto que o externo. A 13 pés do chão interno corre uma passagem de sentinela que atravessa a cortina e as torres; as torres, quadrangulares, aparecem a cada 100 pés, projetam-se cerca de 10 pés para fora e sobem uns 20 pés acima da muralha. Platner e Ashby observam que a muralha original tinha no máximo 25 pés de altura e foi depois alteada e recebeu arcadas. Eles também descrevem torres de dois períodos, uma de segundo tipo com molduras elaboradas no nível do caminho de ronda, outra do primeiro período, sem conversão. (Platner)
Reparos e destruições nos séculos seguintes
Segundo Platner e Ashby, a muralha foi restaurada por Arcádio e Honório em 403, o que as inscrições nas portas Portuensis, Praenestina e Tiburtina atestam; Teodorico a reparou, como mostram carimbos de tijolo e Cassiodoro. Procópio diria que, quando Roma foi tomada por Tótila, um terço do circuito e todas as portas foram destruídos, mas os autores acham a afirmação exagerada, e dizem que Belisário a restaurou. Os papas Adriano I e Leão IV, o senado em 1157 e os papas da Renascença também a reformaram, e Urbano VIII afastou a Porta Portese cerca de 500 metros para dentro da cidade. (Platner)
Fontes
- Platner, Samuel Ball; Ashby, Thomas. "Muri Aureliani". Em A Topographical Dictionary of Ancient Rome. London: Oxford University Press, 1929, p. 348–350. LacusCurtius (Bill Thayer), consultado em 29/10/2026. https://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Gazetteer/Places/Europe/Italy/Lazio/Roma/Rome/_Texts/PLATOP*/Muri_Aureliani.html Acessar
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