Ulpiano: o jurista de ascendência tíria que forneceu um terço do Digesto
atividade literária entre 211 e 222; assassinado em 228 (Britannica 1911); o Wikidata dá nascimento c. 170 e morte em 228 · Europa Mediterrânea
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Ulpiano, de ascendência tíria, foi jurista em Roma e escreveu entre 211 e 222 comentários ao direito civil e ao Edito do pretor. Atuou no conselho de Septímio Severo, como mestre das petições com Caracala e, a partir de 222, como conselheiro principal e prefeito do pretório de Alexandre Severo. Segundo a Britannica de 1911, foi assassinado em 228 e suas obras forneceram cerca de um terço do Digesto de Justiniano.
Carreira em Roma
A Britannica de 1911 diz que Domício Ulpiano era de ascendência tíria, que a hora e o lugar de seu nascimento são desconhecidos e que sua atividade literária ocorreu entre 211 e 222. Teria aparecido na vida pública como assessor no auditório de Papiniano e membro do conselho de Septímio Severo; sob Caracala, foi mestre das petições (magister libellorum). Heliogabalo o baniu de Roma, mas na subida de Alexandre, em 222, ele foi reintegrado e chegou a conselheiro principal do imperador e prefeito do pretório. Ao reduzir os privilégios que Heliogabalo concedera à guarda pretoriana, atraiu a inimizade dos soldados e, em 228, foi assassinado no palácio, durante um tumulto entre soldados e populares. ("Ulpian". Em Encyclopædia Britannica)
Obras e herança no Digesto
Entre as obras de Ulpiano, a Britannica de 1911 cita Ad Sabinum, comentário ao direito civil em mais de cinquenta livros; Ad edictum, comentário ao Edito em oitenta e três livros; coletâneas de pareceres, respostas e disputas; livros de regras e de instituições; tratados sobre as funções dos magistrados, entre eles De officio proconsulis, exposição do direito criminal; e monografias sobre leis, sobre fideicomissos testamentários e outros temas. Segundo o verbete, seus escritos forneceram ao Digesto de Justiniano cerca de um terço do conteúdo, e só o comentário ao Edito cerca de um quinto. Os Domitii Ulpiani fragmenta, com vinte e nove títulos, foram editados primeiro por Tilius, em Paris, em 1549. ("Ulpian". Em Encyclopædia Britannica)
Fontes
- "Ulpian". Em Encyclopædia Britannica, 11ª ed., vol. 27. Cambridge: Cambridge University Press, 1911, pelo texto da Wikisource consultado em 29/10/2026. https://en.wikisource.org/wiki/1911_Encyclop%C3%A6dia_Britannica/Ulpian Acessar
- "Papinian". Em Encyclopædia Britannica, 11ª ed., vol. 20. Cambridge: Cambridge University Press, 1911, pelo texto da Wikisource consultado em 29/10/2026. https://en.wikisource.org/wiki/1911_Encyclop%C3%A6dia_Britannica/Papinian Acessar
Na mesma região
- Constitutio Antoniniana (212): a cidadania romana para os habitantes livres do Império e a leitura do papiro de Giessen 11 de julho de 212 em Roma (5 dias antes dos idos de julho, cônsules, os dois Aspros), afixado em Alexandria em 10 de fevereiro de 213, segundo Jördens a partir de P. Giss. I 40, col. II, 12 a 15
- Plotino em Roma: a escola, a casa cheia de mulheres e crianças e o projeto de Platonópolis c. 205 – 270 (Wikidata e Porfírio na tradução de MacKenna; a Britannica de 1911 dá 204–270); em Roma desde c. 244 até c. 269/270
- Perseguição de Décio aos cristãos (250–251): a ordem de sacrifício universal e a carta do clero de Roma a Cipriano a partir de janeiro de 250, com a morte de Fabiano, segundo Ferguson (2022); Décio foi morto em 251, o que encerra a ordem no tempo, ainda que a fonte lida não diga em que mês ela deixou de ser aplicada. O Wikidata registra 249 a 250 para o item
- Júlia Domna, imperatriz em Roma: correspondência, círculo de filósofos e a morte de Geta, segundo Dio Cássio c. 160 – 217 (Wikidata guarda nascimentos de 158 a 170; morte em 217); a atuação lida neste registro vai de c. 208 a 217
- Muralhas Aurelianas de Roma: concreto revestido de tijolo, torres a cada cem pés e edifícios reaproveitados iniciada c. 271 (Wikidata), depois da guerra contra os marcomanos e antes da campanha contra Zenóbia (272), segundo Platner e Ashby; concluída por Probo, segundo Zósimo citado por eles
- Faltônia Betícia Proba e o cento virgiliano c. 306 (The New Historia) ou 322 (Wikidata) – c. 370