Atlas da História

Teano de Crotona: a pitagórica que Diógenes Laércio dá como esposa ou discípula de Pitágoras e autora de "algumas coisas"

séc. VI a.C. (descrição do item no Wikidata, c. 600 – c. 500 a.C.); Diógenes Laércio não data a vida dela · Europa Mediterrânea

Em pesquisa: texto escrito a partir das fontes listadas abaixo, ainda sem revisão de especialista. Datas e interpretações podem mudar.

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Diógenes Laércio diz que Pitágoras teve por mulher Teano, filha de Brontino de Crotona, embora alguns a deem como mulher de Brontino e discípula de Pitágoras. Teriam tido o filho Telauges, e Laércio acrescenta que Teano escreveu "algumas coisas" e cita duas respostas atribuídas a ela sobre a pureza e o pudor da mulher. As fontes lidas não trazem texto dela: tudo é dito por terceiros.

Esposa ou discípula

Diógenes Laércio (VIII.42) escreve que Pitágoras "teve uma mulher, de nome Teano, filha de Brontino de Crotona, embora alguns a chamem de mulher de Brontino e aluna de Pitágoras". A divergência sobre quem ela era para o mestre fica sem decisão no texto. Na mesma vida, Laércio dá o filho Telauges, que teria sucedido o pai, e cita um verso de Empédocles que o chama de filho de Teano e de Pitágoras, e a filha Damo, segundo uma carta de Lísis. (Diógenes Laércio. Lives of Eminent Philosophers (Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres))

Escritos e ditos atribuídos a ela

Laércio (VIII.43) diz que Telauges nada escreveu, "até onde sabemos", mas que sua mãe Teano "escreveu algumas coisas". Em seguida, conta duas respostas dela: perguntada quantos dias leva para uma mulher ficar pura depois da relação, disse que com o próprio marido é de imediato, com outro homem nunca; e aconselhou a mulher que vai ao marido a tirar o pudor junto com a roupa e a tornar a vesti-lo ao sair. A quem perguntou "vestir o quê?", ela respondeu: o que faz com que me chamem de mulher. O texto não dá o contexto de nenhuma das respostas. (Diógenes Laércio. Lives of Eminent Philosophers (Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres))

Damo, Telauges e as mulheres pitagóricas

Segundo a carta de Lísis a Hipaso, citada por Laércio (VIII.42), Pitágoras confiou à filha Damo a guarda de suas memórias e a proibiu de entregá-las a quem fosse de fora da casa; Damo, mesmo podendo vendê-las por muito dinheiro, teria preferido a pobreza e a ordem do pai. Hermipo, citado em VIII.41, conta que Pitágoras, na Itália, fez uma morada subterrânea e depois disse ter descido ao Hades; os habitantes, comovidos, enviaram as esposas a ele para aprender suas doutrinas, e por isso foram chamadas de "mulheres pitagóricas". (Diógenes Laércio. Lives of Eminent Philosophers (Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres))

Fontes

  1. Diógenes Laércio. Lives of Eminent Philosophers (Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres), livro VIII (vida de Pitágoras, § 41-43). Trad. R. D. Hicks. Cambridge, MA: Harvard University Press; Londres: William Heinemann, 1925 (Loeb Classical Library). Perseus Digital Library (Tufts University), arquivo tlg0004.tlg001.perseus-eng2, consultado em 29/10/2026. https://raw.githubusercontent.com/PerseusDL/canonical-greekLit/master/data/tlg0004/tlg001/tlg0004.tlg001.perseus-eng2.xml Acessar

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