Atlas da História

Guerras de Roma de Aníbal a César: o que as fontes contam

Aprofundamento · Guerras e conflitos · 2.879 palavras

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Texto preparado a partir das fontes citadas; edição e revisão de Gabriel Fontes. Como escrevemos.

Abrir no mapa e na linha do tempo

Em 218 a.C., segundo Políbio, um exército de cartagineses, líbios, iberos e númidas chegou ao topo de uma passagem dos Alpes e acampou ali por dois dias. Neve espessa cobria o caminho. Para animar os soldados, o general Aníbal lhes mostrou a Itália lá embaixo e apontou a direção da planície do Pó, onde os gauleses os esperavam 1. É a cena da travessia dos Alpes, contada por um autor que diz ter percorrido a passagem e interrogado testemunhas.

Quase duzentos anos depois, em 52 a.C., outro exército estava cercado do lado de fora de uma colina, e desta vez o cercado era o inimigo de Roma. Em Alésia, Vercingetórix e os seus resistiam atrás de um muro enquanto César cavava fossos em volta da cidade e, depois, em volta do próprio acampamento 2. Quem descreve as duas linhas de fortificação é o próprio César, o vencedor.

Entre uma cena e outra, Roma lutou na Hispânia, na Grécia, na Itália, no norte da Europa e no Oriente. Este artigo percorre nove dessas guerras e faz uma pergunta central: como Roma passou de cidade italiana a dona do Mediterrâneo pela guerra, e quanto do que se conta vem de fontes confiáveis? Ele faz parte do grupo Guerras e conflitos. A resposta tem duas metades. A primeira é uma sequência de vitórias, muitas vezes duras. A segunda é um aviso: quase tudo o que sabemos foi escrito por romanos ou por gregos que viveram sob Roma, e os números de mortos são os dados menos seguros de todos.

Em resumo

Como lemos estas guerras

Antes das batalhas, uma nota sobre as fontes. Os textos usados aqui foram lidos em tradução inglesa, não no latim ou no grego originais, com poucas exceções. As datas "a.C." que aparecem nas margens de edições, como as de Políbio e de Dião Cássio, foram postas pelos tradutores e editores modernos, não pelos autores antigos 1,3. Por isso, quando o artigo dá uma data, diz de onde ela vem.

Políbio era grego, de Megalópolis, e depois da derrota de sua Liga colaborou com os romanos 4. Lívio e César eram romanos. Cada um tinha um motivo para contar a seu modo.

Aníbal nos Alpes: guias gauleses e uma rota que ninguém fixou

Segundo Políbio, Aníbal partiu de Nova Cartago com um exército de noventa mil soldados de infantaria e cerca de doze mil cavaleiros. Cruzou o Ebro, deixou parte da tropa com Hanão ao norte do rio e chegou ao Ródano com cinquenta mil de infantaria e nove mil de cavalaria 1.

Na subida, a travessia foi um problema de terreno e de gente. Políbio conta que os alóbroges ocupavam os pontos altos de dia e voltavam à cidade vizinha à noite. Aníbal marchou de dia, acampou perto e subiu de noite com tropa leve, tomando os pontos já deixados. No alto, a neve fresca sobre a neve velha derrubou homens e bichos, e a tropa teve de construir uma estrada na face do precipício 1. Segundo o autor, a marcha toda desde Nova Cartago levou cinco meses, dos quais quinze dias nos Alpes. O exército que entrou no território dos insubres tinha doze mil líbios, oito mil iberos e não mais de seis mil cavaleiros 1.

Uma coisa chama atenção na leitura: Políbio escreve com um objetivo polêmico. Ele acusa outros historiadores de pôr deuses e heróis guiando Aníbal e de descrever os Alpes como intransponíveis. Para ele, Aníbal usou guias e batedores nativos "cujos interesses se ligavam aos seus" 1. Esses historiadores rivais não foram lidos; só os conhecemos pelo que Políbio diz deles.

Pidna: uma falange que se desfaz e um reino que se parte

Em 22 de junho de 168 a.C., segundo o Wikidata, perto de Pidna, o cônsul Lúcio Emílio Paulo derrotou o rei Perseu da Macedônia 5,4. Lívio explica a derrota com uma imagem: a falange era irresistível enquanto compacta, com as lanças em riste, mas atacada por vários pontos e obrigada a virar suas lanças longas e pesadas, desfazia-se "como uma casa que desaba". Ele dá cerca de 20 mil macedônios mortos e menos de cem romanos 5. Esse número vem de um só autor, sem segunda estimativa.

Políbio, nos fragmentos lidos, conta que um eclipse da Lua animou os romanos e deprimiu os macedônios, e que Perseu perdeu a coragem na hora decisiva e galopou para a cidade 4.

O que veio depois conta mais do que a batalha. Em Anfípolis, Emílio Paulo anunciou que os macedônios seriam livres, manteriam cidades, leis e costumes e pagariam a Roma metade do tributo antes devido ao rei. A Macedônia foi dividida em quatro cantões. Foram proibidos o casamento e a posse de terras entre cantões, as minas de ouro e prata foram fechadas e o corte de madeira para navios foi vetado 5.

Lívio apresenta isso como liberdade concedida a escravizados. Mas ele mesmo registra a reação macedônia: a proibição de contato entre os cantões pareceu a quem ouviu como despedaçar um animal, cujos membros dependem uns dos outros 5. É um dos raros momentos em que o lado vencido aparece, ainda que pela mão do vencedor.

Corinto: a Liga Aqueia contra Roma

Em 146 a.C., a Liga Aqueia, sob o estratego Diaios, enfrentou Roma e perdeu 6. Políbio, que não perdoa os chefes da Liga, conta que Diaios mandou libertar e armar escravizados em idade militar e exigiu dinheiro dos ricos; fala de desespero nas cidades e de gente que buscou a morte voluntária em Pátras 4. O relato vem de um autor hostil a Diaios, o que pede cautela.

Pausânias conta a batalha do Istmo. A cavalaria aqueia fugiu sem esperar a primeira carga, e a infantaria foi vencida pelo número e por mil romanos escolhidos que atacaram pelo flanco. Diaios fugiu para Megalópolis. O cônsul Lúcio Múmio hesitou em entrar em Corinto, por suspeitar de emboscada, e no terceiro dia depois da batalha tomou a cidade e a incendiou 6. Segundo Pausânias, os romanos mataram a maior parte dos que acharam ali, e Múmio vendeu mulheres e crianças. Nenhuma fonte lida dá o número de mortos ou de vendidos.

Políbio estava presente e viu quadros jogados ao chão com soldados jogando dados sobre eles 4. Estrabão acrescenta que a cidade ficou deserta por muito tempo, até ser recolonizada por César, em sua maioria com libertos 7.

Numância: o cerco que acabou pela fome

Depois de generais derrotados e de tratados que o Senado rejeitou, os romanos elegeram em 134 a.C. Cipião Emiliano cônsul pela segunda vez, cansados de uma guerra mais longa do que o esperado 8,9. Numância ficava no alto Douro.

Segundo Apiano, Cipião achou o exército cheio de ociosidade e luxo, expulsou comerciantes e adivinhos e fez as tropas treinarem a marchar e a cavar valas 8. Cipião não aceitou a batalha e escolheu o cerco. A circunferência de Numância era de 24 estádios, e a das obras mais que o dobro; uma muralha de oito pés de largura e dez de altura, com torres a cada cem pés, fechava a cidade, e o Douro foi bloqueado. Apiano calcula cerca de 60 mil homens do lado romano 8.

Quando acabou o trigo, relata Apiano, os numantinos ferveram couros e, depois, comeram corpos humanos. Rendidos, muitos se mataram; Cipião reservou cinquenta prisioneiros para o triunfo, vendeu os demais e arrasou a cidade. Apiano resume que, com só 8.000 homens de armas, os numantinos causaram a Roma reveses incontáveis e que só a fome os venceu. Ele mesmo admite não saber por que Cipião a destruiu 8. O canibalismo e as mãos cortadas de cerca de 400 jovens de Lútia vêm só de Apiano, sem apoio arqueológico.

Aqui a arqueologia ajuda. Blázquez Martínez resume as escavações de Schulten nos acampamentos ao redor da cidade, que põem o de Cipião em Castillejo, e o estudo das moedas achadas neles, que confirma em geral a cronologia de Schulten, com uma exceção 9.

Vercelas: cimbros, correntes e mulheres nas carroças

Em 101 a.C., na planície de Vercelas, os exércitos de Mário e de Cátulo enfrentaram os cimbros, que haviam pedido terras para si e para os teutões. Segundo Plutarco, Cátulo tinha 20.300 soldados e Mário, 32 mil, como contou Sula, que lutou ali 10.

Plutarco afirma que os da frente cimbra estavam presos por correntes passadas pelos cintos. Os fugitivos recuaram até o acampamento, onde as mulheres, de preto, nas carroças, mataram os fugitivos, estrangularam os filhos pequenos e se degolaram em seguida. Mais de 60 mil foram capturados, e os mortos teriam sido o dobro, segundo se dizia 10. Plutarco não diz o que aconteceu com os capturados nem dá perdas romanas.

A vitória foi disputada entre os próprios vencedores. Sula, citado por Plutarco, diz que Mário se desviou na poeira e deixou Cátulo e seus soldados enfrentarem o grosso do ataque. A glória, no fim, foi para Mário, aclamado "terceiro fundador de Roma" 10.

A Revolta de Espártaco: o que sabemos de quem se revoltou

Cerca de 70 gladiadores fugiram da escola de Cápua em 73 a.C., segundo as datas do Wikidata para a Revolta de Espártaco (73 a 71 a.C.). Plutarco diz que a escola de Lêntulo Batiato tinha gladiadores em sua maioria gauleses e trácios e que 78 escaparam com cutelos e espetos de cozinha 11. Apiano conta que se refugiaram no Vesúvio e que ali se juntaram escravizados fugidos e trabalhadores livres do campo, num grupo que ele estima em 70 mil e depois em 120 mil de infantaria 12.

O Senado confiou a guerra a Crasso. Segundo Apiano, ele castigou as legiões derrotadas sorteando um em cada dez para morrer. Plutarco conta que Crasso construiu um muro no istmo de Régio para encerrar os rebeldes, que passaram numa noite de neve 12,11. No fim, Espártaco lutou ferido, de joelhos, até cair, e seu corpo nunca foi achado. Seis mil prisioneiros foram crucificados na estrada de Roma a Cápua 12.

As duas fontes diferem sobre o plano de Espártaco. Para Plutarco, ele queria levar o exército aos Alpes para que cada grupo voltasse à Trácia ou à Gália, mas os homens não o ouviram; ele também tentou passar à Sicília com a ajuda de piratas cilícios, que o enganaram 11. Apiano diz que ele desistiu de marchar sobre Roma por não ter armas nem cidades aliadas 12. O ponto de vista dos revoltosos não sobrevive em nenhuma fonte lida.

Guerra das Gálias: o problema dos números

A Guerra das Gálias, de 58 a 51 a.C. segundo o Wikidata, é onde os números mais divergem. César não dá total, mas registra cifras soltas: 368 mil helvécios e aliados teriam saído de casa, segundo uma lista achada no acampamento deles, e o censo dos que voltaram deu 110 mil. A diferença não é explicada no texto 13. Dos aduatucos, depois de cerca de 4 mil mortos, mandou vender o espólio da cidade, e os compradores lhe informaram que eram 53 mil pessoas 13.

Depois da batalha naval contra os vénetos, ele mandou executar todo o senado e vendeu os demais como escravizados, para que o direito dos embaixadores fosse mais respeitado 13. A escravização aparece nos textos como instrumento de punição e de recompensa, sem que César dê o total de pessoas atingidas.

Os totais vêm de outros. Plutarco condensa a campanha: mais de 800 cidades tomadas, 300 povos submetidos, 3 milhões de inimigos enfrentados, 1 milhão mortos e outro tanto capturados 14. Plínio, o Velho, soma 1.192.000 mortos em batalha, sem contar as guerras civis. Mas o que Plínio faz com o número é o oposto: chama-o de "ultraje cometido contra a humanidade" 15. O mesmo dado serve de elogio em Plutarco e de reprovação em Plínio. Nenhum dos dois diz de onde tirou os números nem se incluem mulheres e crianças.

Alésia: o cerco que a arqueologia tocou

Em 52 a.C., Alésia virou o cerco mais descrito da guerra. César escreve que a cidade ficava no alto de uma colina, com dois rios nos pés e uma planície à frente. Ele abriu uma linha de circunvalação de onze milhas, um fosso de vinte pés de profundidade e, depois, uma linha externa de catorze milhas voltada para fora, para se proteger de um exército de socorro 2.

Por dentro, o cenário era de fome. Vercingetórix dizia ter trigo para cerca de trinta dias. Quando o socorro tardou, decidiu-se mandar para fora quem não servia para a guerra: os mandúbios saíram com mulheres e filhos, pediram para ser aceitos como escravizados em troca de comida, e César mandou guardas ao muro para impedi-los de entrar 2.

César calcula em cerca de 80 mil os sitiados e em 8 mil cavaleiros e 240 mil soldados de infantaria o exército de socorro. Depois de dias de combate, a cavalaria romana apareceu na retaguarda, houve "grande matança" e Vercingetórix se ofereceu ao conselho. Cada soldado romano recebeu um prisioneiro como butim, e cerca de 20 mil cativos foram devolvidos a eduos e arvernos 2. São todos números do próprio César, e ele não data o cerco nem dá um total de mortos.

Aqui a arqueologia fala. Carcopino relata, em nota de 1966, que Joël Le Gall anunciou a descoberta, nos Laumes, de dois fossos paralelos da linha interna, de 1,55 m de profundidade e largura próxima dos 15 pés do texto de César 16. Duval, sobre as escavações ordenadas por Napoleão III em torno do monte Auxois, escreve que armas e moedas dominam o material, e que as armas de Alésia eram o conjunto mais importante já achado num sítio da época celta, com exceção das espadas 17. Isso confirma a forma das obras, não os números de pessoas.

Carras: o desastre de Crasso no Oriente

Em 53 a.C., segundo a margem da edição de Dião Cássio, o exército de Crasso foi derrotado perto de Carras. Plutarco diz que o decreto que lhe deu o comando não o mandava atacar os partas, mas ele desejava a guerra 11.

Plutarco conta que o chefe árabe Ariamnes foi subornado e convenceu Crasso a deixar o rio e as colinas por uma planície de areia; Dião põe Abgaro nesse papel 11,3. Os dois textos não dizem que seja o mesmo homem. Ali, a cavalaria parta cercou os romanos, o filho de Crasso foi atraído para longe e morto, e a infantaria sofreu com calor, sede e poeira 3. Crasso morreu depois de uma proposta de trégua, por Pomaxatres segundo alguns em Plutarco, ou por um dos seus ou pelo inimigo em Dião. Plutarco diz que "em geral" se conta vinte mil mortos e dez mil prisioneiros 11.

A cena mais famosa, a cabeça de Crasso lançada ao banquete do casamento enquanto o ator Jasão de Trales cantava as Bacantes de Eurípides, aparece só em Plutarco 11. Nenhum texto parta ou armênio sobre a batalha foi lido.

O que os pesquisadores discutem

O primeiro debate é sobre o que chamamos de "fonte". Em quase todas as guerras acima, o autor que dá o número é também o que escolhe o tom. Em Pidna, a partilha da Macedônia é "liberdade" para Lívio e despedaçamento para os próprios macedônios 5. Em Numância, Apiano elogia a valentia dos cercados e os chama de "bárbaros" 8. Em Alésia, César dá ao discurso de Critognato o rótulo de "crueldade singular e detestável" 2.

O segundo debate é sobre a viabilidade dos números. Entre os mortos da Gália, Plutarco e Plínio dão uma faixa de cerca de 1 milhão, e nenhuma estimativa moderna foi lida para este artigo 14,15. Em Numância, Blázquez Martínez escreve que se calculavam entre 150.000 e 200.000 as baixas romanas na guerra celtibérica como um todo, sem indicar de onde vem a conta 9. A prudência pede tratar todos esses números como ordem de grandeza declarada pela fonte, não como medida.

O terceiro debate é sobre a rota de Aníbal. O próprio tradutor de Políbio, Shuckburgh, não rediscute "a famosa questão da passagem" e sugere que a "rocha branca" talvez signifique apenas "rocha nua" 1. O ponto no mapa é só uma proposta.

O que ainda não sabemos

Faltam, na maior parte dos casos, as vozes de dentro. Não há texto celtibero sobre Numância, relato cimbro sobre Vercelas, fonte trácia ou gaulesa sobre Espártaco, texto parta ou armênio sobre Carras, nem uma fonte gaulesa de Alésia além do que César quis guardar 8,10,12,3,2.

Faltam também os estudos modernos. Os dossiês deste atlas leram sobretudo as fontes antigas em tradução; a demografia da Gália, a localização de Vercelas e do campo de Carras, o debate sobre a rota de Aníbal e o papel do saque de Corinto na historiografia atual ainda precisam de leitura. Enquanto isso não for feito, convém tratar as cifras de mortos, de capturados e de escravizados como relatos de um autor, não como fatos medidos.

Ainda há perguntas pequenas sem resposta nas fontes lidas: qual foi o destino dos cimbros capturados em Vercelas, quantos coríntios foram vendidos e em que mês ocorreu o cerco de Alésia, que César não data 2.

Linha do tempo

  1. 218 a.C.: a margem de Shuckburgh anota 'B.C. 218' na partida de Aníbal dos quartéis de inverno e '9th November' no topo da passagem; Políbio diz que a marcha toda levou cinco meses e a passagem dos Alpes quinze dias Travessia dos Alpes por Aníbal (218 a.C.): os guias gauleses, o ataque dos alóbroges e a rota em debate, segundo Políbio mapa
  2. 22 de junho de 168 a.C. (Wikidata P585); Políbio, nas notas de Shuckburgh, situa a batalha por volta do meio do verão; a partilha da Macedônia em cantões foi anunciada em Anfípolis logo depois, em data que as fontes lidas não dão Batalha de Pidna (168 a.C.) e a partilha da Macedônia em quatro cantões, segundo Lívio e Políbio mapa
  3. 146 a.C. (Wikidata P585, sem mês); nas notas de margem de Shuckburgh a Políbio, a morte do estratego Crítolau é da primavera de 146 a.C. e o saque de Corinto, de setembro de 146 a.C. Guerra Aqueia e destruição de Corinto (146 a.C.): o que contam Políbio, Pausânias e Estrabão mapa
  4. 134–133 a.C. (Wikidata P580 e P582); na tradução de Apiano por White, Cipião é eleito cônsul em 134 a.C. e o cerco e a rendição se dão em 133 a.C. Cerco de Numância (134–133 a.C.): a cidade celtibera cercada por Cipião Emiliano, segundo Apiano e Blázquez Martínez mapa
  5. 101 a.C., depois do solstício de verão (Plutarco: três dias antes da lua nova de Sextilis, o atual agosto) Batalha de Vercelas (101 a.C.): o fim dos cimbros e o suicídio de mulheres em torno das carroças mapa
  6. 73 a 71 a.C. (datas do Wikidata; Apiano diz que a guerra durava três anos quando Crasso assumiu) Revolta de Espártaco (73–71 a.C.): escravizados e gladiadores contra Roma e os 6.000 crucificados mapa
  7. 58 a 51 a.C. (datas do Wikidata; o fim é dado por vezes como 50 a.C.) Guerra das Gálias (58–51 a.C.): os números de mortos e escravizados em César, Plutarco e Plínio mapa
  8. 53 a.C.: a margem da edição Loeb de Dião Cássio (Cary) marca B.C. 53 nas páginas da batalha e B.C. 54 na da invasão da Mesopotâmia; Dião põe o inverno anterior no ano dos cônsules Domício Calvino e Valério Messala Batalha de Carras (53 a.C.): a derrota de Crasso diante dos partas na Mesopotâmia, segundo Plutarco e Dião Cássio mapa
  9. 52 a.C., verão ou outono (os meses vêm do Wikidata: julho a setembro; o texto de César lido não data o cerco) Cerco de Alésia (52 a.C.): Vercingetórix cercado, o exército de socorro e as linhas de César mapa

Fontes

  1. Políbio. The Histories of Polybius, vol. 1, tradução de Evelyn S. Shuckburgh, Londres e Nova York: Macmillan, 1889, no Project Gutenberg (ebook n. 44125, gutenberg.org/ebooks/44125). Lido em 31/10/2026 no texto bruto o livro III, caps. 35 e 44 a 56, com as notas 179 a 181 do tradutor. As datas a.C. das margens são do tradutor.
  2. Caesar, C. Iulius, De Bello Gallico 7.77 (discurso de Critognato). Tradução inglesa de W. A. McDevitte, Project Gutenberg eBook #10657. https://www.gutenberg.org/ebooks/10657 (acesso em 30/10/2026). Acessar
  3. Dião Cássio. Roman History, vol. III (livros 36-40), tradução de Earnest Cary a partir da versão de Herbert Baldwin Foster, Loeb Classical Library, Londres: Heinemann, 1914, livro XL, caps. 12 a 27, em archive.org/details/dios-roman-history.-vol.-3-loeb-53. Lido em 31/10/2026 no texto bruto (OCR); o B.C. das margens é do editor.
  4. Políbio. As Histórias (The Histories). Tradução inglesa de Evelyn S. Shuckburgh. Londres e Nova York: Macmillan, 1889 (reimpressão Bloomington, 1962), pela edição digital do Perseus Project (Universidade Tufts). Lidos em texto bruto os trechos dos livros 1 (cap. 1 e 2), 3 (cap. 4), 6, 29 (cap. 16 e 17) e 39 (cap. 8 a 19); as notas de margem e de rodapé com meses e anos são do tradutor. https://raw.githubusercontent.com/PerseusDL/canonical-greekLit/master/data/tlg0543/tlg001/tlg0543.tlg001.perseus-eng2.xml (baixado e lido em 29/10/2026). Acessar
  5. Tito Lívio. História de Roma (Ab urbe condita). Tradução inglesa de Rev. Canon Roberts. Londres e Nova York: J. M. Dent and Sons e E. P. Dutton and Co., 1912, pela edição digital do Perseus Project. Lidos em texto bruto os livros 39 (cap. 8 a 19), 44 (cap. 41 e 42) e 45 (cap. 18, 29, 30 e 32). O texto em latim não foi lido. https://raw.githubusercontent.com/PerseusDL/canonical-latinLit/master/data/phi0914/phi001/phi0914.phi001.perseus-eng3.xml (baixado e lido em 29/10/2026). Acessar
  6. Pausânias. Descrição da Grécia (Ἑλλάδος Περιήγησις), livro 7, cap. 15 e 16. Tradução inglesa de W. H. S. Jones (Loeb Classical Library, Cambridge, MA: Harvard University Press; Londres: Heinemann, 1918–1935) e texto grego de Friedrich Spiro (Leipzig: Teubner, 1903), ambos pela edição digital do Perseus Project. Lido em texto bruto o cap. 7.16 em inglês e, em grego, os parágrafos 7.16.7 e 7.16.8. https://raw.githubusercontent.com/PerseusDL/canonical-greekLit/master/data/tlg0525/tlg001/tlg0525.tlg001.perseus-eng2.xml e …/tlg0525.tlg001.perseus-grc2.xml (baixados e lidos em 29/10/2026). Acessar
  7. Estrabão. Geografia (Geography), livro 8, cap. 4.8 e 6.23. Tradução inglesa de Horace Leonard Jones (Loeb Classical Library, Londres: Heinemann; Cambridge, MA: Harvard University Press, 1924–1929), pela edição digital do Perseus Project. https://raw.githubusercontent.com/PerseusDL/canonical-greekLit/master/data/tlg0099/tlg001/tlg0099.tlg001.perseus-eng3.xml (baixado e lido em 29/10/2026). Acessar
  8. Apiano de Alexandria. A História Romana: as guerras na Espanha (The Roman History: The Wars in Spain, Ibérica), cap. 13 a 16 da divisão do Perseus (equivale aos parágrafos 76 a 102). Tradução inglesa de Horace White. Nova York: The Macmillan Company, 1899, pela edição digital do Perseus Project; as datas a.C. e A.U.C. na margem são do tradutor. https://raw.githubusercontent.com/PerseusDL/canonical-greekLit/master/data/tlg0551/tlg007/tlg0551.tlg007.perseus-eng2.xml (baixado e lido em 29/10/2026). Acessar
  9. Blázquez Martínez, José María. "Campamentos romanos en la Meseta hispana en época romano republicana". Capítulo de livro (numeração das páginas do original, 67 em diante; a cópia em PDF não traz o título da obra nem o ano e cita bibliografia até 1998). https://www.numanciamultimedia.com/pdf/campamentos-romanos-en-la-meseta-hispana-en-epoca-romana-republicana.pdf (PDF baixado e texto bruto lido em 29/10/2026). Acessar
  10. Plutarch, Life of Marius, caps. 24-27. Tradução inglesa de Bernadotte Perrin, Plutarch's Lives vol. 9 (Cambridge, MA: Harvard University Press; Londres: Heinemann, 1920), Perseus Digital Library. https://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Plut.+Mar.+27 (acesso em 30/10/2026). Acessar
  11. Plutarch, Life of Crassus, caps. 8-11. Tradução inglesa de Bernadotte Perrin, Plutarch's Lives vol. 3 (Cambridge, MA: Harvard University Press; Londres: Heinemann, 1916), Perseus Digital Library. https://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Plut.+Crass.+8 (acesso em 30/10/2026). Acessar
  12. Appian of Alexandria, Roman History, Civil Wars 1.116-120 (Espártaco). Tradução inglesa de John Carter, em Livius.org, "Appian on Spartacus". https://www.livius.org/sources/content/appian/appian-spartacus/ (acesso em 30/10/2026). Acessar
  13. Caesar, C. Iulius, De Bello Gallico, livros I-IV e VII. Tradução inglesa de W. A. McDevitte, em "De Bello Gallico" and Other Commentaries, Project Gutenberg eBook #10657. https://www.gutenberg.org/ebooks/10657 (acesso em 30/10/2026). Acessar
  14. Plutarch, Life of Caesar, cap. 15. Tradução inglesa de Bernadotte Perrin, Plutarch's Lives vol. 7 (Cambridge, MA: Harvard University Press; Londres: Heinemann, 1919), Perseus Digital Library. https://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Plut.+Caes.+15 (acesso em 30/10/2026). Acessar
  15. Pliny the Elder, Natural History, livro VII, cap. 25 (7.91-92). Tradução inglesa de John Bostock e H. T. Riley (Londres: Bohn, 1855), Perseus Digital Library. https://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Perseus:text:1999.02.0137:book=7:chapter=25 (acesso em 30/10/2026). Acessar
  16. Carcopino, Jérôme (1966). "Note de M. Le Gall à propos de la découverte aux Laumes d'une section de la circonvallation de Jules César (Fouilles d'Alésia)". Comptes rendus des séances de l'Académie des Inscriptions et Belles-Lettres 110(1): 36-37. DOI 10.3406/crai.1966.11932. https://www.persee.fr/doc/crai_0065-0536_1966_num_110_1_11932 Acessar
  17. Duval, Alain (1987). "Les armes d'Alesia au musée des Antiquités nationales". Revue historique des Armées 167: 56-62. DOI 10.3406/rharm.1987.6594. https://www.persee.fr/doc/rharm_0035-3299_1987_num_167_2_6594 (lido só o parágrafo de abertura que a página da Persée exibe). Acessar

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